Diagramas de Rede

Diagramas de Rede
Diagramas de Rede

Um problema comum durante o planejamento de um projeto é determinar, entre outras coisas, como as tarefas a serem executadas interagem umas com as outras e os impactos que essas interações podem ter no cronograma do projeto. O diagrama de rede é uma ferramenta que permite determinar a prioridade das tarefas de um pacote de trabalho, bem como gerar datas precisas para o término das mesmas.

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Corrente Crítica/Spider Project, com Peter Mello, SpS, PMP, PMI-SP

Dando continuidade a nossa série Metodologias de Gerenciamento de Projetos, vamos entrevistar Peter Mello, do The Spider Team. Peter tem Quatorze anos de experiência na criação e gestão de novos negócios e projetos, com oito anos de dedicação à área de Tecnologia da Informação, em atividades técnico-comerciais, incluindo Gerência de Canais, Gerência de Produto, Gerência de Projetos, Gestão de Configuração de Software e desenvolvimento em diversas plataformas.

Membro do PMI e Certificado PMP (Project Management Professional) e também Certificado PMI-SP (Scheduling Professional), formado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília, com experiência na aplicação prática de conceitos de CMMi em projetos de grandes sistemas. Acumula aproximadamente 3.000 horas de cursos na área de tecnologia e oito anos na área de Gestão de Projetos, Riscos e Portfólios.

Olá Peter, tudo bem?

Tudo jóia, grato pelo convite!

Peter, como surgiu a Corrente Crítica?

De fato existem duas vertentes relacionadas ao termo “Corrente Crítica”.

A mais conhecida no Ocidente e que ganhou espaço no PMBOK (publicação do PMI) é oriunda da Teoria das Restrições (Theory of Constraints).  Neste caso, ambos conceitos são oriundos da experiência do senhor E. Goldratt. A Teoria das Restrições nasceu na indústria, na década de 80 e o termo Corrente Crítica foi cunhado em fins da década de 90 (creio que em 98), para a área de gerenciamento de projetos.

Já no Oriente, em especial Rússia e demais países da extinta União Soviética, a “Corrente Crítica” é conhecida como “Caminho Crítico dos Recursos” (Resource Critical Path) e este termo foi assim cunhado ainda em 1978.  Ambos termos significam estabelecer o menor caminho possível para um projeto levando em consideração os recursos utilizados. Como Goldratt já era conhecido pela sua teoria das restrições nos EUA desde a década de 80 e o termo “RCP” era usado pela União Soviética durante a Guerra Fria, podemos fazer uma idéia de por quê o termo “Corrente Crítica” ter ganhado a preferência.

Há algumas observações importantes:

1) O caminho crítico dos recursos (RCP) criado pelos russos é mais completo que a corrente crítica pois leva em consideração também restrições de custos e materiais que normalmente são ignoradas no método de Goldratt.

2) O termo “Corrente Crítica” é amplamente utilizado no “Método da Corrente Crítica”. O método é muito mais do que a simples definição do menor caminho possível do projeto considerando os recursos.

3) O termo “RCP” é amplamente utilizado no “Success Driven Project Management”. O SDPM é um “outro método de corrente crítica” que compartilha vários pontos com o método de Goldratt, mas tem muitos pontos diferentes também.

Que surpresa, eu só conhecia a linha da A Teoria das Restrições, CCPM (Critical Chain Project Management). Em linhas gerais, como funciona a Corrente Crítica?

Quando se fala apenas no termo “corrente crítica”, nós estamos falando da identificação daquele conjunto de atividades que determinam o menor tempo possível de um projeto não apenas pela sequência lógica entre dependências da rede, mas também em função dos recursos utilizados.

Quando falamos do “Método”, temos muito o que falar, pois agregamos informações sobre o comportamento das pessoas, o tratamento de riscos, a aplicação de reservas organizadas e controladas pelo gerente de projetos e muito mais coisas do que podemos tratar aqui. Isso vale tanto para o “Método do Caminho Crítico” como também para o “SDPM”.  Eu tenho um mini-curso que fala dos pontos comuns e das diferenças em http://petermello.blogspot.com/2009/06/corrente-critica-abordagens-ccpm-e-sdpm.html

Vale lembrar que o mini-curso é completamente gratuito. Corrente Crítica e Caminho Crítico são a mesma coisa?

Deveria ser, mas não podemos considerar a mesma coisa! Quando o termo “caminho crítico” nasceu, ele tinha como objetivo descrever a sequência de atividades que determinam o menor tempo possível para um projeto. Quando começaram a buscar mecanismos para de fato calcular este menor caminho, nasceu a técnica do caminho crítico baseado na análise das folgas entre atividades de um cronograma baseado em um diagrama de redes. Esta técnica não levava em consideração o uso de recursos e portanto com o tempo as pessoas passaram a associar automaticamente o termo “caminho crítico” com “o conjunto de atividades com folga zero” e não “o conjunto de atividades que determinam o menor tempo possível de um projeto”.

Sendo assim, passamos a ter uma coisa que seria o “caminho crítico” da técnica CPM (Critical Path Method) e o “caminho crítico do projeto”, que muitas vezes não são a mesma coisa.  Para resolver a confusão, os russos passaram a adotar o termo RCP (Caminho Crítico dos Recursos) e Goldratt criou o termo “Corrente Crítica”.

É como DANONE e IOGURTE. Muitas pessoas compram “Danone da Batavo” ou “Gilette da Bic”, ao invés de comprarem “Iogurte da Batavo” e “Lâmina de Barbear da Bic”. O termo “caminho crítico” foi “apossado” por aqueles que utilizam este termo para indicar o caminho de um projeto onde as atividades tem folga zero e portanto a diferenciação entre “caminho e corrente” passou a ser tão importante!

No que a Corrente Crítica difere do framework do PMBoK?

Em nada! Nós podemos encontrar um breve descritivo do que é a Corrente Crítica dentro do próprio PMBOK. O fato é que o PMBOK é essencialmente defendido por americanos e estes tem como histórico dar muita importância ao CPM (Método do Caminho Crítico) e portanto outros métodos relacionados ao desenvolvimento de cronogramas ganham pouco espaço nesta publicação. O “framework” do PMBOK comporta tanto projetos que apliquem CPM, como Corrente Crítica ou SDPM.

Os conceitos da Corrente Crítica são exclusivos ou complementares aos do PMBoK?

Se entendemos que o PMBOK é um Guia para o Conhecimento em Projetos, o que podemos dizer é que alguns conceitos da Corrente Crítica ainda não estão assimilados e disponíveis no PMBOK, mas são complementares.

Então é perfeitamente possível gerenciar um projeto utilizando as melhores práticas e a Corrente Crítica.Quais os pontos fortes da Corrente Crítica?

Pontos comuns entre o Método de Goldratt e do SDPM russo que são muito fortes:

1) O entendimento de que reservas de projetos na própria atividade são prejudiciais e que para criarmos cronogramas realistas temos que separar as durações de fato esperadas para cada atividade em condições normais daquelas reservas para cumprir com eventualidades de risco (ou Murphy).

2) O entendimento de que as pessoas tem alguns comportamentos que são prejudiciais ao projeto e precisam ser combatidos com a criação de cronogramas desafiadores. É o caso da Lei de Parkson (o trabalho ocupa todo o tempo que a ele damos) e a Sindrome do Estudante (as pessoas sempre que possível começam o trabalho o mais tarde possível).

3) A valorização de cronogramas realistas pois consideram o impacto dos recursos (e sua falta) na determinação dos prazos adequados para a realização do projeto

Pontos da Técnica SDPM que considero muito fortes e que não estão presentes na técnica de Goldratt:

1) A criação de reservas de projeto (tempo e custo) baseado no cálculo matemático entre cenários pessimista, provável e otimista, levando em consideração um índice de probabilidade negociado com o cliente e sem prender esta reserva em uma única parte da rede do projeto (que é o caso do pulmão de projeto de Goldratt, preso à corrente crítica do projeto).

2) Acompanhamento de projeto por tendências e não status. Este é um ponto relevante e que será em breve publicado no meu próximo artigo na Mundo PM, ou no meu blog.

E quais os fracos?

Em SDPM, um ponto fraco (apenas por que dá trabalho) é o nível de detalhamento que temos que chegar para criar cronogramas realistas. De fato nenhum método que eu conheço exige planejamento tão detalhado quanto o SDPM. No entanto, se eu não acreditasse em planejar antes de executar, nem mesmo gerente de projeto eu seria.

No Método da Corrente Crítica, o pulmão preso em uma única parte da rede retira do gerente de projeto a chance de identificar melhorias na rede como um todo a partir de conceitos de otimização do diagrama de redes. Além disso, alguns conceitos de simplificação dos cálculos para determinar as reservas me parecem extremos e úteis apenas quando não temos ferramentas matemáticas para fazer o cálculo por nós. Visto que hoje usamos o Word para escrever textos e o CAD para desenhar projetos de engenharia, temos que entender que também há softwares que podem fazer cálculos complexos e portanto mais precisos e eficientes para o nosso projeto e portanto algumas simplificações propostas pela técnica só faziam sentido há muitos e muitos anos atrás.

Existe algum tipo de projeto em que a Corrente Crítica seja mais recomendada?

Os métodos de corrente crítica, tanto de Goldratt e SDPM, podem ser adotados em todo tipo de projeto.  No entanto, quanto mais complexo é o projeto, mais importante é o impacto dos recursos e portanto eles precisam ser levados em consideração.  Mesmo que não se adote todos os conceitos de SDPM ou de Goldratt, elaborar bons projetos com um adequado nivelamento de recursos e identificação da corrente crítica de projeto é crucial.

Quais as principais ferramentas e softwares usados na Corrente Crítica?

Há diversos plug-ins para o MSProject para o Método de Goldratt e algumas ferramentas específicas para tal. Realization me parece ser o mais conhecido. Eu utilizo o Spider Project que também serve para o Método de Goldratt mas é a única ferramenta no mercado que é totalmente compatível com todos os níveis de implementação do SDPM pois permite a integração de cenários de risco, múltiplas versões, cálculo de probabilidades e indicadores de tendência em um mesmo software.

É verdade o que dizem que utilizando a Corrente Crítica, é possível se entregar um projeto em até metade do tempo médio?

Redução de prazos e custos sim. Falar de 20%, ou 50% sem conhecimento de fato do tipo de projeto, equipe, restrições em geral e da qualidade da implementação dos métodos é que não dá.

Quando utilizamos SDPM, por exemplo, somos obrigados a criar cronogramas mais realistas.  As vezes, o que conseguimos não é exatamente terminar antes do tempo médio, mas sim na data acertada com o cliente.  O que eu posso dizer é que o custo de se planejar bem para executar adequadamente é sempre muito menor do que realizar mal. Neste aspecto, a aplicação de métodos da corrente crítica é muito importante!

Existe alguma certificação em Corrente Crítica? Qual a agencia que regula a certificação?

Sim, há. Mas para o caso do Método de Goldratt os candidatos devem procurar a Goldratt Schools. Na lista TOC do Yahoo, bater um papo com o Adail ou Humberto é uma ótima idéia.  Para o caso do SDPM, não há uma certificação específica para ela, mas a Spider (que represento no Brasil) só libera a sua Certificação SpS (Spider Project Specialist) para aqueles que detém os conceitos de SDPM e conseguem aplicá-los na ferramenta.

Como você vê o crescimento do uso da Corrente Crítica no mundo, tendo em vista seus resultados quando comparados ás outras metodologias de gerenciamento de projetos?

Eu estou mais ligado à implementação do SDPM. Por fim a técnica começa a ser discutida em eventos do PMI e a aparecer em discussões no mundo Ocidental e para mim isso é prova de que está surtindo efeito. Nos EUA há diversos casos documentados do uso do Método de Goldratt pela Força Aérea Americana. Na Rússia, o SDPM é utilizado em projetos para o Ministério da Defesa, dos Transportes, nas áreas de Petróleo, Gás, Aeroespacial e muitas outras.

Onde interessados no assunto podem conseguir material para estudo?

Para SDPM: http://www.thespiderteam.com/sdpm, para CCPM (Critical Chain Project Management): http://www.heptagon.com.br/

Que tal um exemplo de projeto em Corrente Crítica? Pode nos contar de algum em que você tenha participado?

A parte mais importante em um projeto baseado em SDPM é a resolução dos conflitos de uso de recursos compartilhados. Isso precisa ser resolvido inclusive quando um projeto está inserido em um contexto onde áreas funcionais se tornam gargalos por atender a diversos projetos ao mesmo tempo. Há pouco mais de um ano, fui chamado para trabalhar com os conceitos de SDPM em dois projetos novos de uma empresa que tinha cerca de quinze outros em andamento. Ela havia crescido rapidamente em sua carteira, mas sua equipe não havia crescido proporcionalmente. Ao iniciar o trabalho para os dois novos projetos, ficou fácil perceber que a empresa precisaria investir tempo em instituir todo o seu portfólio dentro do mesmo planejamento para garantir que a área de engenharia que faria os projetos (design) para todos os projetos pudesse de fato ser coordenada em função das entregas necessárias e características de cada projeto.  A identificação precoce dos gargalos e conflitos no uso de recursos foi suficiente para a empresa perceber que não tinha condições de fato para levar os dois novos projetos e assim um foi cancelado e outro foi renegociado com o cliente dentro de uma programação plausível. O resultado imediato foi a redução de prejuízos constantes nos diversos projetos que estavam sempre em atraso e a realização do novo projeto escolhido dentro dos prazos acordados com o cliente. O melhor nivelamento e distribuição dos recursos permitiu então priorizações importantes nas sequências de entregas. Este nivelamento corresponde ao trabalho de encontrar “a corrente crítica do conjunto de projetos da empresa”, mas durante esta situação de identificação de um problema crônico (com os projetos anteriores) e um fluxo de caixa apertado para atender a todos os projetos, o foco desta implementação foi na reorganização de prioridades no portfólio e não na adoção de todos os conceitos de SDPM no novo projeto, pois precisaria de um esforço coordenado com os demais projetos já em andamento que também não poderia ser realizada também pela indisponibilidade de recursos para esta transformação mais completa. Parte dos resultados deste trabalho foram apresentados no PMI College of Scheduling em Chicago e estão disponíveis em http://www.thespiderteam.com/sdpm

Fica aqui a lição então, de que a alocação de recursos é uma parte crítica para o desenrolar do projeto. Não adianta apenas ter a pessoa certa para o trabalho, mas deve-se garantir que essa pessoa tenha o tempo certo para desempenhar cada tarefa sem que aconteça o multi-tasking, de forma a garantir que as atividades do projeto sejam entregues não apenas dentro do prazo, mas sem impactar em outras que dependem dela.

Peter, muito obrigado de novo pela sua participação aqui no Papo GP. Estou certo que meus leitores aprenderam muito com suas respostas. Eu sei que aprendi!

Leia também:
Earned Value Project Management, com Eduardo Guimarães, MsC, PMP, PMI-SP
PRINCE2, com Elizabeth Harrin

Peter Mello

Peter Mello

Peter Mello é  formado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília, tem Quatorze anos de experiência na criação e gestão de novos negócios e projetos, com oito anos de dedicação à área de Tecnologia da Informação, é Certificado PMP PMI-SP. Experiente em Gerência de Canais, Gerência de Produto, Gerência de Projetos, Gestão de Configuração de Software e desenvolvimento em diversas plataformas.

Resposta PMP XIX

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Resposta correta: Informar o cliente dos impactos das mudanças. A questão diz que a alteração solicitada irá causar impactos no caminho crítico, logo, a mesma já foi analisada. O gerente de projetos só toma uma ação quanto uma alteração uma vez que esta tenha sido aceita formalmente (normalmente pelo sponsor, alta gerencia, PMO ou uma comissão de gerenciamento de mudanças). Aqui vem a pegadinha (na qual nenhum de vocês caiu!): antes de repassar a solicitação de mudança para a parte interessada que irá aprovar ou rejeitar a requisição, o gerente do projeto deve informar a parte que a solicitou dos seus impactos.

O “ciclo de vida das mudanças’ é o seguinte: Identificar, Avaliar, Informar, Aceitar/Negar, Implementar/Documentar. Lembrem-se sempre de que as mudanças negadas devem ser documentadas de forma que o gerente possa ter um controle sobre o que aconteceu e o que não aconteceu no projeto (e por que).

Caminho Crítico: O caminho crítico é a soma de atividades de uma determinada tarefa do projeto em que não há folga entre as mesmas, ou seja, não podem haver atrasos. Se uma atividade do Caminho Crítico do projeto sofrer um atraso, o projeto como um todo estará com problemas de cronograma, pois o Caminho Crítico é o sequenciamento de atividades interdependentes de maior duração em todo o projeto.

Lembre-se que as respostas para a certificação devem ser escolhidas sempre pensando na melhor resposta possível. Esta resposta está em conformidade com o material apresentado no PMBoK 4ª Edição.

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PERT Chart EXPERT

A outra ferramenta da Critical Tools é o PERT Chart EXPERT, que visa facilitar os trabalhos com o Caminho Crítico e o PERT. Leve e prático, ele pode importar arquivos MPX, TXT, WBS (do WBS Chart Pro) e Planos do MS Project. O programa oferece quatro diferentes visualizações para o gráfico, com variados níveis de complexidade, controle de recursos, custos e porcentagem concluída da atividade, entre outros recursos.

Utilizar o PERT Chart EXPERT é muito fácil. Para inserir uma atividade, pode-se ir até o menu (Edit > Insert Task) ou utilizar o mouse, segurando o botão esquerdo e arrastando, desenhando uma caixa (como para a seleção de vários arquivos no Explorer). Um duplo click na atividade abre uma janela para a edição dos valores, onde pode-se até determinar uma restrição específica para a atividade. A partir desta atividade, arrastando dela (não arrastando-a, o mouse torna-se um ∞) cria-se uma nova atividade em Termino-Início, e assim, fácil, podemos construir todo o Diagrama de Rede de um projeto. O suporte a dependências é completo e pode ser acessado com um click duplo no conector.

Como seu programa-irmão, a interatividade com o Project é oferecida na instalação, e pode também ser feita dentro do programa de forma super fácil. Com isso, em apenas um click, pode-se gerar um Diagrama de Rede com todas as informações de PERT, Caminho Critico e dependências das atividades.

E isso encerra nosso review dessa ferramenta e as atividades do mês de dezembro, estamos em recesso até 25 de Janeiro de 2009. Você tem alguma dica, crítica ou sugestão? Gostaria de ver um review da sua ferramenta favorita? Quer colocar um link para seu blog ou site aqui? Escreva pra diegonei@gmail.com!

Gostaria de agradecer a todos vocês que visitam o Papo GP e desejar-lhes um feliz-natal e um ano novo bem gerenciado!

Info

PERT Chart EXPERT
Versão: 2.6
Tamanho: 2.4MB
Fabricante: Critical Tools, Inc
Licença: Proprietária
Plataformas: MS Windows
Valor: U$ 199,00 por cópia
Site: http://www.criticaltools.com/

Score
Funções: 5
Facilidade: 4
Custo X Benefício: 3.5

Recomendação: Para gerentes de projetos que não podem perder tempo criando Diagramas de rede, mas necessitam das informações do mesmo. Ótimo para estudar as dinâmicas do Diagrama de rede (em versão demo).

Contras: Licença cara. Sem instalação ou manual em Português.

WBS Chart Pro

O WBS Char Pro é uma ferramenta para… Criar WBSs, as Work Breakdown Structures, famosas Estruturas Analíticas de Projeto. Desenvolvido pela Critical Tools, Inc. como uma alternativa ao trabalho manual em softwares de edição de imagens para a criação de WBSs apresentáveis.

Como de costume, o WBS Chart PRO abre com uma Dica sobre suas funcionalidades. O software é leve, o instalador tem apenas 2.5mb e o programa ocupa menos de 7mb do HD. De interface intuitiva, o WBS CHart Pro exige menos de 10 minutos para ser dominado. É realmente um programa simples, funcional e bem desenvolvido.

Criar as EAPs pode ser até divertido para alguns. Pode ser feito utilizando o mouse ou segurando a tecla ALT e as teclas direcionais. Além do desenho da EAP, o WBS Chart Pro também oferece Caminho Crítico, Controle de Progresso, de Recursos, Custo & Cronograma, Marcos e algumas outras informação sobre as atividades.

Um de seus pontos fortes é a integração com o MS Project. O WBS Chart Pro pode criar uma EAP diretamente de um arquivo do MS Project com apenas um click que por si já é motivo soficiente para dar uma conferida nesse produto, que pode ser baixado em versão demo no site do desenvolvedor. Para aqueles que não trabalham com o software da Microsoft, o WBS Chart Pro também abre os formatos TXT e MPX. A opção de abrir arquivos XML, entretanto expandiria o leque de opções para praticamente todos os softwares baseado-concorrentes do MS Project. Existe também um botão que permite iniciar o software irmão do WBS Chart Pro, o PERT Chart Expert (tópico do nosso próximo review).

O registro, entretanto fica bem salgado, U$ 199,00 por cópia do produto + despesas de postagem. Pode-se optar por apenas receber a licença do produto para evitar as despesas de envio.

EAP: A EAP é uma decomposição hierárquica orientada à entrega do trabalho a ser executado pela equipe do projeto, para atingir os objetivos do projeto e criar as entregas necessárias. A EAP organiza e define o escopo total do projeto. A EAP subdivide o trabalho do projeto em partes menores e mais facilmente gerenciáveis, em que cada nível descendente da EAP representa uma definição cada vez mais detalhada do trabalho do projeto. É possível agendar, estimar custos, monitorar e controlar o trabalho planejado contido nos componentes de nível mais baixo da EAP, denominados pacotes de trabalho.
A EAP representa o trabalho especificado na declaração do escopo do projeto atual aprovada. Os componentes que compõem a EAP auxiliam as partes interessadas a visualizar as entregas (Seção 4.4.3.1) do projeto. PMBOK, pg. 112.

Info

WBS Chart Pro

Versão: 4.7
Tamanho: 2.5MB
Fabricante: Critical Tools, Inc
Licença: Proprietária
Plataformas: MS Windows
Valor: $199,00
Site: http://www.criticaltools.com/

Score

Funções: 5
Facilidade: 4
Custo X Benefício: 3

Recomendação: Se você é uma pessoa visual, este software pode ser muito útil. Integrado ao MS Project ele cria as EAPs instantaneamente. Se você for uma empresa ou uma ONG, é uma boa opção. Consultores independentes podem querer utilizar a versão demo, mas o registro pode não valer a pena.

Contras: Licença muito cara para um software de poucas funções. Sem instalação ou manual em Português. Sem suporte a arquivos XML.

Open Workbench

Neste Review vamos falar sobre o Open Workbench (OWB), mais uma iniciativa freeware para gerenciamento de projetos. Patrocinado pela CA Clarity, o Open Workbench é uma alternativa robusta ao MS Project, trazendo muitas opções, como Gerenciamento de Recursos, Caminho Crítico, Controle por Etapas e muito mais.

É necessário se cadastrar no site para efetuar o download do software (disponível e dois builts – 1.1.6 e 1.1.4, cada um para sua respectiva versão do Java). Um detalhe curioso sobre o site: Ele traz um contador que estima o quanto deixou de ser gasto e licenças do MS Project baseado em downloads do OWB. Vamos falar apenas do 1.1.6 neste review. O instalador tem 10.7mb e o programa ocupa 20mb no HD. Com opções de instalação em Inglês, Alemão e Francês, o Open Workbench é instalado e exatos 6 clicks. Desta vez, nós falantes do bom e velho Português fomos deixados de fora. A lista de exclusões não fica por ai. O OWB é um aplicativo para Windows. Outros SOs não são suportados.

Após a splashscreen (que me lembrou em algo o Open Office) o programa abre com uma Tip of the Day (Dica do Dia) sobre suas funcionalidades. Depois disso, somos jogados diretamente na interface do OWB. Sua interface é limpa porém, em alguns momentos, o programa não é tão intuitivo quanto se espera, mas isso não é um problema: O Open Workbench é simples e uma vez que o caminho para certa função/resultado é aprendido, o mistério acaba.

O Open Workbench tem várias funções, divididas entre as abas Favorites (Favoritos), Planning (Planejamento), Executing (Execução), Controlling (Controle) e Filters & Sorts (Filtros e Categorias). O leque de funcionalidades vai do famoso e querido GanttChart, passando pelo CPM e Controle de Status das Atividades, sendo um ponto interessante o fato de que o caminho crítico é indicado na lista de atividades já na aba Gantt Chart. Outra parte interessante do software são as funções da aba Controlling, que trazem desde informações sobre o trabalho já realizado indo até análises do desempenho do projeto.

O Open Workbench suporta os formatos RMP e XML. Entretanto, tentativas de abrir XMLs gerados no Open Workbench com o MS Project 2007 foram mal-sucedidas. Pode ter sido um problema no meu sistema ou realmente um bug do programa.

Fechamos este review com mais um modelo de planejamento, desta vez do Open Workbench. A template é novamente o planejamento deste Review, mas devido a simplicidade do projeto, muitas funções não foram usadas: Review.rmp.

Até a próxima!

Info
OpenWorkbench

Versão: 1.1.6
Tamanho: 20MB
Fabricante: OWB team, CA Clarity
Licença: Open Source
Plataformas: MS Windows
Valor: R$ 0,00
Site: http://www.openworkbench.org/

Score
Funções: 5
Facilidade: 3
Custo X Benefício: 4

Recomendação: Oferece gerenciamento de projetos em alto nível de detalhamento. Bom para organizações de médio à grande porte, apropriado para projetos que exijam maior atenção dos gerentes de projeto e dos executivos da empresa; ONGs que necessitam de uma ferramenta estável para gerenciamento de projetos complexos; Consultores em Gerenciamento de Projetos; PMOs.

Contras: Sem instalação ou manual em Português.

GanttProject

GanttProjectE aqui vamos nós com o primeiro review de ferramentas para Gerenciamento de Projetos. A ferramenta que vou apresentar para vocês é uma opção software livre e código aberto ao MSProject, o Gantt Project.

Em sua versão 2.0.7, o Gantt Project está disponível para as principais plataformas comerciais, bem como para o Linux. A versão usada para este review é a disponibilizada para o MS Windows. O instalador não passa de 9Mbs, e o programa em si não ocupa mais de 15Mbs do seu disco rígido. Comparando com o concorrente da Microsoft, o GanttProject é mais econômico em todos os aspectos, dispondo-se a oferecer os recursos mais usados do MS Project, cujo apenas 20% das funções são utilizadas pela maioria das pessoas, segundo os autores. O GanttProject suporta os arquivos .gan e .xml, podendo Exportar e Importar dados de arquivos .mpp do MS Project.

No quesito portabilidade, importar um modelo do GanttProject para o MS Project 2007 foi possível sem perda de dados, porém o MS Project relatou alguns erros.

Leve e de rápida inicialização, o programa abre com uma dica a respeito de suas funcionalidades. A tela inicial é muito similar à do MS Project. Ele possui um Assistente de Projetos que roda assim que pedimos um novo projeto (Projeto > Novo). Em 3 passos, você informa ao programa as características principais do seu projeto. Um detalhe aqui é que no 3º passo, ele pergunta qual o calendário que deve ser usado, levando em consideração os feriados e finais de semana.

Em Configurações, pode-se adicionar as funções que cada membro do time desempenhará. Entretanto, na aplicação que utilizamos para este review, a janela de Configurações estava desconfigurada, e muito da opção Gráfico de Gantt não pode ser lido. Isso pôde ser contornado acessando a mesma janela com um right-click sobre o gráfico (Opções de Gráfico).

A construção do gráfico, bem como da lista de atividades é bem fácil, entretanto o programa é meio teimoso quanto as datas de início/fim das mesmas, podendo ser um pouco complicado lidar com finais de semana no GanttProject.

Com o botão de rolagem do mouse, pode-se alterar a forma de exibição do tempo no gráfico, exibindo simplesmente os meses na qual a tarefa se encontra até um nível maior de detalhamento, com a semana e o dia em que elas ocorrem.

Para projetos que precisam ser gerenciados remotamente o GanttProject traz duas funções interessantes. A primeira é a possibilidade de salvar e carregar o arquivo diretamente de um servidor (Projetos > Servidor Web). Com suporte a login e senha, o programa permite acesso seguro a informações do projeto de qualquer lugar. A outra funcionalidade, é a simples chamada do cliente de email padrão com um click do mouse, agilizando a comunicação com os membros do time.

Além disso, o GanttProject também traz funções nativas de Caminho Crítico e de Gráfico PERT, muito úteis para o gerenciamento de cronogramas e prazos de um projeto. Pessoalmente, eu acho que ainda cabe um pouco de polimento e ambas, mas é bom saber que estão lá.

Em resumo, o GanttProject ainda não substituirá o MS Project como ferramenta mais usada, porém é uma opção de qualidade e custo zero. Existe muito espaço para melhoria e muitas funções a serem adicionadas (Corrente Crítica? Scrum?). Fechamos este review com um modelo de planejamento feito no GanttProjet. A template é exatamente o planejamento deste Review, usando a maior quantidade possível de funções do GanttProject: Review.gan.

Até a próxima!

Info
GanttProject

Versão: 2.0.7
Tamanho: 15MB
Fabricante: GanttPorject.org
Licença: Freeware
Plataformas: MS Windows, Mac OSX, Linux
Valor: R$ 0,00
Site: http://ganttproject.biz/

Score
Funções:
Facilidade:
Custo X Benefício:

Recomendação: Bom para pequenas empresas que não tem necessidade de todas as funcionalidades do MS Office; ONGs que necessitam de uma ferramenta estável para gerenciamento de cronogramas; Consultores em Gerenciamento de Projetos.