Bem-Vindos à Frota Estelar II

Aqui estamos novamente, para analisar os estilos de liderança dos personagens das séries Jornadas nas Estrelas. Se você não viu o primeiro artigo, leia agora clicando aqui!

James T. Kirk

Capitão James Kirk

Capitão James Kirk

Interpretado por William Shatner, “Jim” Kirk é provavelmente o mais aclamado dos capitães das séries de Star Trek, sendo o protagonista da série original (ST:TOS). Ironicamente apesar de um dos mais populares, durante sua carreira, Kirk não foi exatamente o mais exemplar dos líderes se comparado a outros protagonistas de séries subsequentes. Sua capacidade de delegar parecia restrita à cadeia de comando. Quase todas as decisões eram tomadas de forma unilateral e uma boa parte delas não levava em consideração a opinião técnica dos outros membros da tripulação. Outra característica marcante era como este capitão em particular quase sempre ignorava as regras. Diferente de Jonathan Archer (que não tinha nenhum parâmetro em que se basear) Kirk muitas vezes decidia por infringir/ignorar regras da Frota de forma a realizar os objetivos da missão ou resolver um problema.

Kirk também era famoso por não ser do tipo que levava desaforo pra casa: Em mais de uma situação, saídas diplomáticas eram rapidamente descartadas em prol de uma abordagem mais agressiva, tornando as aventuras da USS Enterprise no mínimo, mais interessantes. Kirk agia rápido e pensava rápido, mas nem sempre considerava todas as hipóteses possíveis e muitas vezes, arrumava brigas que não eram necessárias. Sua força de caráter e lealdade, tanto à frota quanto à tripulação, entretanto, o distingue entre a vasta galeria de lendas da Frota Estelar.

O que aprendemos com Jim Kirk

Nem sempre “sair-no-braço” é a melhor estratégia, mas algumas vezes um pulso firme, uma atitude direta e um pouco de “jeito-cowboy” resolve situações. O que faltava a Kirk em diplomacia, lhe sobrava em fibra. Muitas vezes um líder deve tomar decisões sozinho e fazer o que deve ser feito, agradando a poucos e ferindo a alguns, mas garantindo os resultados esperados. O modo com Kirk trabalhava remete também ao período em que a série foi gravada: Nos idos de 1960, o líder (e não apenas isso, mas um militar) deveria ser forte, imperativo, dominador. As famosas Soft Skills só ganhariam o peso que tem alguns anos mais tarde. Mas, apesar de não fazer das habilidades interpessoais seu ponto forte, Kirk é um exemplo ainda assim, pois conseguiu a amizade de todos os oficiais da ponte, bem como de seu engenheiro chefe e uma considerável parte da tripulação. Este tipo de respeito mútuo facilita a interação entre líder e comandados e melhora o desempenho do trabalho realizado.

Kirk está mais para o gerente de projetos numa estrutura matricial forte ou mesmo um gerente funcional. Ele tem a autoridade da posição para garantir que suas ordens sejam executadas, o que compensa sua baixa capacidade com habilidades interpessoais. Seu estilo é um bom exemplo de como se agir quando a situação pede um pouco mais de energia: quando a negociação falha e não se pode chegar a uma decisão contando com a cooperação do grupo, o líder deve tomar as rédeas e fazer o que deve ser feito. Esse approach não deve ser o primeiro a ser utilizado, mas sim o último. Uma decisão arbitrária, mesmo que correta, tem maiores chances de ser questionada pela equipe e erodir o relacionamento entre o líder e seus comandados.

No próximo artigo, um dos capitães mais adorados da história de Jornada nas Estrelas! Até lá!

2 comentários sobre “Bem-Vindos à Frota Estelar II

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